Vocês tem um dito “dom” de racionalidade. Mas é justamente isso, que todos vocês se enchem de soberba para humilharem qualquer outra espécie, que falta em tudo que fazem. Tolos e iludidos na própria soberbia, se envaidecem pelo que não dominam e ignoram o que lhes engole a cada dia: sentimento.
Humanos pensam, mas infelizmente sentem. Não fosse isso, certamente seriam mesmo uma espécie muito evoluída. Enganam quem amam. Mentem para conseguir o que querem. Se iludem a vida inteira no intuito de dominar o dono de todos os sentimentos. Amor não tem dono e nem escrúpulos. Não tem pena de humano de espécie alguma.
Vocês mal mal sustentam o pulsar de um músculo dentro do peito. O que dirá de algo que os devasta a cada dia quando os invade e ainda ri prazerosamente da aflição que lhes causa. Tolos. Por amor, e pela falta dele, vocês provam a tudo que se move na Terra como são pequenos. E carentes de evolução. Seguem ai amando, sofrendo, buscando sentido na vida, se remontando, se refazendo simplesmente para se entregarem novamente ao que lhes destruiu outrora.
Nós, os “irracionais”, os pagãos, vivemos de agradar somente quem nos alimenta. Trepamos e sentimos prazer quando há alguém no cio. Vivemos a latir e rir, na maioria das vezes, da cara de vocês. Graças a Deus, ainda não aprendemos a amar.
domingo, 22 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
O tal pulso que ainda pulsa
Eu não sei o que amarga mais na garganta: se é saber que se eu pensar um pouquinho mais que seja sobre isso vou ver outra lágrima cansada rolar; se é temer que ela role porque dói demais saber que você me olha do mesmo jeito que eu te olho e não passa disso; Ou saber que eu tenho nos olhos todas as lágrimas que vem caindo desde que te conheci e na memória um olhar que eu não quero perder.
Eu não agüento mais sofrer por você.
Eu não agüento mais ficar longe de você.
Tá tudo guardado aqui dentro...
Amor, tesão, vontade, carinho, amizade.
Tá faltando você.
Eu não agüento mais sofrer por você.
Eu não agüento mais ficar longe de você.
Tá tudo guardado aqui dentro...
Amor, tesão, vontade, carinho, amizade.
Tá faltando você.
domingo, 27 de junho de 2010
Silvas, não tão comuns assim
Andava de cabeça baixa diariamente. Tinha uma vaga impressão que chutava as mesmas pedras todos os dias a caminho da escola. Como se, mesmo depois de enxotadas, elas voltassem ali sempre para fazer companhia a ela, assim como ela fazia com o mundo.
Dizia coisas impressionantes sobre música clássica, política, filosofia e todas as ciências necessárias para chamar alguém de culto. Mas as frases mais lindas e melancólicas eram registradas só no vapor sobre do espelho do banheiro, com a tinta invisível das digitais, que desaparecem ao mero sinal de um sopro.
Escrevia suas verdades ocultas e se olhava no espelho somente os segundos suficientes para perceber que não agüentava aquilo e que a saída mais prática era abrir o armário para desviar o pensamento para a pasta dental ou o remédio a tomar depois do almoço.
Aconselhava as pessoas sempre que podia. Dizia a elas tudo que pensava sobre os prós e revezes desta ou daquela escolha. Dava conselhos principalmente ao pai, que parecia ter tomado, durante toda a vida, os mesmos caminhos que ela. Gastando essa e aquela tristeza entre um trago de cigarro ou outro. Enfim, desenhar a vida dos outros sempre foi mais fácil.
Em casa era assim. A mãe, dona do drama. O pai, lia o jornal. Ela resmungava e praguejava sobre o eletrodoméstico que sobrava na vizinha e faltava na casa dela, sobre o preço da feira, sobre o salário medíocre do funcionário público com quem se casara. Se rasgava em ódio e rubor ao ver que ele, em vez de debater, se virava para a janela com um cinzeiro de lata amassado e acendia um cigarro. Dizia que se casara com um frouxo e que mesmo ele a ignorava.
Era a única que não via o sorriso infantil que ele desmanchava ouvindo aquilo tudo enquanto alimentava um canário. Não percebia que ele não sabia sofrer gritando. E não dividia com ele a lágrima que pingava caladinha no fundo do cinzeiro velho. A dor dele ficava acolhida ali nas cinzas, Em silencio. O canário também se ocupava em comer alpiste, em vez de consolá-lo.
Realmente não havia puxado a mãe em nada. Era filha só do pai, em tudo. Carregava no sangue a incapacidade tortuosa de falar com o mundo. O silêncio, para eles, era a única saída para quem tem uma vontade absurda de gritar, mas não sabe exatamente o que.
Dizia coisas impressionantes sobre música clássica, política, filosofia e todas as ciências necessárias para chamar alguém de culto. Mas as frases mais lindas e melancólicas eram registradas só no vapor sobre do espelho do banheiro, com a tinta invisível das digitais, que desaparecem ao mero sinal de um sopro.
Escrevia suas verdades ocultas e se olhava no espelho somente os segundos suficientes para perceber que não agüentava aquilo e que a saída mais prática era abrir o armário para desviar o pensamento para a pasta dental ou o remédio a tomar depois do almoço.
Aconselhava as pessoas sempre que podia. Dizia a elas tudo que pensava sobre os prós e revezes desta ou daquela escolha. Dava conselhos principalmente ao pai, que parecia ter tomado, durante toda a vida, os mesmos caminhos que ela. Gastando essa e aquela tristeza entre um trago de cigarro ou outro. Enfim, desenhar a vida dos outros sempre foi mais fácil.
Em casa era assim. A mãe, dona do drama. O pai, lia o jornal. Ela resmungava e praguejava sobre o eletrodoméstico que sobrava na vizinha e faltava na casa dela, sobre o preço da feira, sobre o salário medíocre do funcionário público com quem se casara. Se rasgava em ódio e rubor ao ver que ele, em vez de debater, se virava para a janela com um cinzeiro de lata amassado e acendia um cigarro. Dizia que se casara com um frouxo e que mesmo ele a ignorava.
Era a única que não via o sorriso infantil que ele desmanchava ouvindo aquilo tudo enquanto alimentava um canário. Não percebia que ele não sabia sofrer gritando. E não dividia com ele a lágrima que pingava caladinha no fundo do cinzeiro velho. A dor dele ficava acolhida ali nas cinzas, Em silencio. O canário também se ocupava em comer alpiste, em vez de consolá-lo.
Realmente não havia puxado a mãe em nada. Era filha só do pai, em tudo. Carregava no sangue a incapacidade tortuosa de falar com o mundo. O silêncio, para eles, era a única saída para quem tem uma vontade absurda de gritar, mas não sabe exatamente o que.
domingo, 6 de junho de 2010
Junho
Mesmo com sol lá fora, com dia bonito
Todo ano vem o inverno
É o universo mostrando pra todo mundo
Que não é só dentro da gente que fica frio
Não, não é no verão que os amores acontecem
O verão é o tempo da ilusão colorida
Amores de verdade só florescem no inverno
E só murcham quando não há mais o que sugar de você
Todo ano vem o inverno
É o universo mostrando pra todo mundo
Que não é só dentro da gente que fica frio
Não, não é no verão que os amores acontecem
O verão é o tempo da ilusão colorida
Amores de verdade só florescem no inverno
E só murcham quando não há mais o que sugar de você
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Aprendizado
Se eu pudesse eu te ensinava
A dar ao menos um passo acordada em cada sonho
Te ensinava que a verdade não gosta de rodeios
E que a mentira é uma bela senhora amargurada
Te ensinava a fazer doer em você o mesmo tanto que nos outros
Pra você sentir o gosto da garganta travada
Quando chorarem olhos alheios as suas mancadas
Te ensinava a conviver com a frieza
Te ensinava a esquecer canalhas na marra
Sem com isso penalizar seu coração doce de criança
Te ensinava que o mundo é arriscado
Pra quem não anda com os punhos serrados
A dar ao menos um passo acordada em cada sonho
Te ensinava que a verdade não gosta de rodeios
E que a mentira é uma bela senhora amargurada
Te ensinava a fazer doer em você o mesmo tanto que nos outros
Pra você sentir o gosto da garganta travada
Quando chorarem olhos alheios as suas mancadas
Te ensinava a conviver com a frieza
Te ensinava a esquecer canalhas na marra
Sem com isso penalizar seu coração doce de criança
Te ensinava que o mundo é arriscado
Pra quem não anda com os punhos serrados
quarta-feira, 26 de maio de 2010
"Your ex-Lover is dead"
Live through this and you won’t look back....I’m not sorry there’s nothing to say. I’m not sorry there’s nothing to save. Uma música de despedida e dois rostos no meu passado. O primeiro quase transformou meu coração em um mártir, o segundo pagou pelos pecados que não cometeu. Dois (quase) amores. Um quis fazer de mim uma santa, o outro me mostrou que ainda tenho os pés sujos de terra, bem distante de reinos sagrados. Nem anjo e nem diabo. Sofri só pra descobrir o óbvio. Sou humana.
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